Arte Brasileira chega à Tailândia

André Mendes, Fernando Franciosi e Juan Parada foram selecionados para participar da coletiva Tropikos na Hot Art Space, em Bangkok.

 

Os jovens artistas plásticos André Mendes, Fernando Franciosi e Juan Parada foram selecionados para participar de uma coletiva na Hot Art Space em Bangkok, na Tailândia. Na exposição colaborativa Tropikos, que possui apoio
da embaixadas do Brasil e da Tailândia, eles se unem a três artistas Tailandeses (Chalit Nakpawan, Torlarp Larpjaroensook e Jackkrit Anatakul) para mostrar que técnicas e culturas diferentes podem ser permeadas por um mesmo ideal e estilo: o de viver a arte em toda sua poética. A mostra trata-se de um intercâmbio cultural e acontece de 24 de janeiro a 28 de fevereiro.

Para a logística envolvida na produção, três grupos foram montados. Assim, as diferenças e também as semelhanças existentes foram equilibradas. Em duplas, sempre unindo um Brasileiro e um Tailandês, um universo paralelo foi criado no qual as barreiras territoriais não existem.

Mendes e Anatakul mostram por meio das cores a ousadia e a estética tropical de maneira dinâmica. Parada e Nakpawan, enraizados na natureza, deixam fluir a modernidade e as forças elementais. Já Franciosi e Larpjaroensook contemplam a busca pela evolução do modernismo conceitual dos trópicos por meio de um design minimalista e padrões da mentalidade tropical. Toda a atmosfera criada pelos artistas em Hof Art Space busca mostrar um novo mundo e uma cultura unificada, que, segundo eles, trata-se dos novos “Tropikos”.

Naturais de Curitiba (PR), André Mendes, Fernando Franciosi e Juan Parada desenvolvem ativamente o seu trabalho no circuito nacional e internacional há dez anos, tanto individualmente quanto em pesquisas coletivas. Nas obras de arte idealizadas por Mendes, em um processo criativo que utiliza tanto recursos manuais quanto digitais, há a possibilidade de analisar como o arquitetônico do espaço oferecido sofreu as intervenções. A criação de grandes instalações com cores e formas bidimensionais e tridimensionais flutuantes, além das sobreposições de camadas ocasiona um jogo de perspectiva que intriga o olhar de quem admira a obra, pois não há como identificar o que
vem antes ou depois.

No projeto assinado por Franciosi, observa-se a construção de uma alegoria do pop a partir de uma poética marcada por ironia, ludicidade e pelo conceito de mimetismo. A partir da apropriação de brinquedos ordinários com potencial criador, as instalações pictóricas revelam suas condições “tragi-cômicas”. Nas pinturas da série Jogo, após a subversão de uma padronagem industrial, o publico não consegue mais distinguir o que foi criado pelo artista e os elementos que pré existiam. Assim como nas intervenções urbanas, os trabalhos guardam sempre uma
surpresa, espécie de enigma e catarse.

Já nas criações assinadas por Parada, há uma busca pela relação física e conceitual com o contexto em que são inseridos. Seguindo essa linha, o espaço e seu entorno dão continuidade aos objetos e instalações, completando seu
significado e conferindo caráter nas mais diversas situações em que são colocados. Para essa exposição o artista propõe a ideia de ocupar a sala com uma média de cinco obras tridimensionais, entre objetos, esculturas e
instalações, trabalhando principalmente com cerâmica e fibra de vidro e materiais orgânicos.
Mais
informações em: www.hof-artbangkok.com/ ou pela página no facebook HOF Art Space.

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