Transtornos alimentares e obesidade: a relação do homem com a comida

FAE Centro Universitário reúne, nos dias 09 e 10 de agosto, renomados profissionais multidisciplinares para abordar as causas, tratamentos e diagnósticos, entre outros fatores

Crédito: Divulgação

O ser humano e a sua relação com os alimentos são questões estudadas por profissionais de distintas áreas da saúde como medicina, psicologia, nutrição, enfermagem, educação física e odontologia, entre outras. A máxima que diz que o homem é o que ele come, comprovada inclusive por meio de estudos, é verdadeira. Se a pessoa come em excesso, corre o risco de ficar obesa; se o indivíduo se alimenta de maneira compulsiva ou deixa de se alimentar por culpa, pode desenvolver algum tipo de transtorno alimentar (TA). Como entender os motivos que levam o homem a desenvolver obesidade e TA? Para discutir casos tão complexos, é necessária uma união de profissionais que abordem o indivíduo como um todo. A obesidade e os TAs resultam em um conjunto de sintomas, causando, muitas vezes, danos severos à saúde.

 

A fim de discutir esse complexo tema, o Laboratório de Pesquisa em Transtornos Alimentares, Obesidade e Saúde Mental (Latos) do curso de Psicologia da FAE promoverá, nos dias 09 e 10 de agosto, a II Jornada Interdisciplinar de Transtornos Alimentares e Obesidade. Na ocasião, estarão reunidos médicos, psicólogos, dentistas, nutricionistas e educadores físicos, entre outros, em prol da compreensão, da causa, do diagnóstico e do tratamento dos TAs e da obesidade. O evento, que é voltado para profissionais e estudantes da área da saúde, acontece na FAE Centro Universitário. Informações, sobre inscrições e programação, pelo e-mail jitao@fae.edu.

 

“Reunimos profissionais de alto nível científico e reconhecimento profissional para que possamos gerar discussões que culminem em novos estudos e, também, em algum tipo de solução que venha ajudar as pessoas que lutam contra algum tipo de transtorno alimentar e a obesidade”, explica a coordenadora do curso de Psicologia da FAE, Joyce Pescarolo. Um estudo divulgado recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que mais da metade da população brasileira está com sobrepeso e 20% dos adultos, cerca de 38 milhões de pessoas, estão obesos. O número é alarmante e requer a união de forças de diversas áreas buscando caminhos para combatê-lo.

 

Tão complexo quanto a obesidade são os transtornos alimentares. Muito embora as pesquisas não apontem números exatos, estudos revelam que a população que mais é acometida por algum tipo de TA tem entre 12 e 25 anos e a maioria são mulheres. Embora possa trazer consequências graves para a saúde, os fatores sociais, biológicos e genéticos são os mais observados como causadores dos TAs. A relação de culpa com o alimento, maus hábitos alimentares, o culto excessivo ao corpo são alguns dos pontos observados em pacientes que desenvolvem anorexia, bulimia, ortorexia, entre outros transtornos.

 

De acordo com a organizadora do evento, Maria do Desterro de Figueiredo, “o Jitao é o espaço ideal para discutirmos, num olhar integrado, esses temas tão complexos. A intenção é de unirmos diferentes saberes em prol de estratégias para melhor atuar na clínica dos transtornos alimentares e da obesidade. Hoje Curitiba tem um grupo de estudo e de pesquisa – Latos − que corrobora esse ideal”, completa.

 

A necessidade de uma equipe multidisciplinar atuar na tentativa de reverter as condições dos pacientes está principalmente ligada às consequências que desencadeiam as doenças. Não é possível afirmar de maneira fechada quais são as causas, mas, entre os casos, alguns pontos em comum podem ser observados.

 

Algumas questões que podem causar transtornos alimentares:

 

  • Culto excessivo ao corpo.
  • Maus hábitos alimentares.
  • Distorção da imagem corporal.
  • Meta inatingível em relação ao peso.
  • Autoestima baixa.
  • Comer escondido.
  • Culpa ao se alimentar.

 

Algumas questões que podem causar obesidade:

 

  • Depressão.
  • Ansiedade.
  • Questões genéticas.
  • Sono inadequado.
  • Descontrole alimentar.
  • Problemas hormonais.
  • Culpa ao se alimentar.

 

 

 

 

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