ENTREVISTA EXCLUSIVA PARA A COLUNA KV COM O DELEGADO MATHEUS LAIOLA – CONHECIDO COMO DELEGADO DOS ANIMAIS

Deputado Federal eleito pelo Paraná e Delegado de Polícia Civil no Paraná.

O deputado federal e delegado Matheus Laiola. Divulgação.

Matheus Araujo Laiola, conhecido como Delegado Matheus Laiola elegeu-se deputado federal com 132.759 votos. Nas redes sociais os números também são expressivos: Instagram 528 mil seguidores, Facebook 677 mil, entre outros, chegando a mais de 6 milhões totalizando em todas as redes.

Os números refletem a dedicação e empenho em prol dos animais, tanto que é chamado carinhosamente de delegado dos cachorrinhos ou delegado dos animais. Do interior de São Paulo, Cândido Mota, para o mundo!

Dedicado, obteve a classificação em 3º lugar de concurso público entre 12 mil participantes. Atuou como delegado em Minas Gerais, na cidade de Varginha. Em novo concurso público, no Paraná, trabalhou em várias delegacias: Toledo, Realeza, Castro, Foz do Iguaçu até chegar a Curitiba.

Após trabalhar em algumas delegacias encontrou na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) o amor pela causa animal e consequentemente o merecido reconhecimento.

ENTREVISTA COM O DELEGADO MATHEUS LAIOLA QUE DÁ VOZ AOS ANIMAIS.

Katia Velo – Os homens primitivos começaram uma aproximação com os lobos quando eles chegaram para comer os restos de suas comidas. Portanto, os homens os alimentavam e os lobos os protegiam. Hoje, a relação é muito mais íntima e os “pets” são considerados membros da família. Em sua opinião, quais são os principais fatores que favorecem este tipo de relacionamento tão profundo?

Delegado Matheus Laiola – Existem vários fatores que favorecem a relação tão profunda entre os humanos e seus animais de estimação, como:

Companheirismo: Eles fornecem uma presença constante e amorosa em suas vidas, o que pode ajudar a combater a solidão.

Benefícios emocionais: Pesquisas mostram que os animais de estimação podem ajudar a reduzir o estresse, a ansiedade e a depressão em seus donos. Eles também podem aumentar a autoestima e a felicidade, proporcionando um senso de propósito e responsabilidade.

Exercício e saúde: Os animais de estimação precisam de exercício regular, o que pode incentivar seus donos a se exercitarem também.

Comunicação não verbal: A comunicação entre os animais de estimação e seus donos é frequentemente não verbal, o que pode ser uma forma de comunicação mais profunda e significativa do que a comunicação verbal. Os animais de estimação podem expressar amor e afeto através de “lambeijos”, ronronar e contato físico, o que pode criar laços emocionais mais fortes.

Katia Velo – O senhor e sua família conviveram com animais, portanto, a sua vocação para cuidar de animais já faz parte da sua cultura familiar. “A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.” Arthur Schopenhauer. Portanto, cuidar e respeitar os animais deveria ser uma prioridade dentre as políticas públicas?

Delegado Matheus Laiola – Não digo prioridade, mas acredito que todas as áreas necessitam de um representante para defendê-las. Temos muito a fazer pela proteção animal no nosso país.

Katia Velo – De acordo com a World Animal Protection, os países que mais respeitam animais: Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Suíça. Embora no Brasil tenhamos Leis e Decretos, como, por exemplo, do Senado Federal no. 351 de 2015 que faz um reconhecimento importante de que os animais não são coisas, ainda há muito a ser feito. No entanto, sabemos que é impossível, no cenário atual, apenas cobrar do poder público. Elenque algumas sugestões para podermos contribuir de forma mais efetiva para proteger os animais, principalmente, os que estão em situação de maus-tratos.

Delegado Matheus Laiola – Existem diversas maneiras pelas quais podemos contribuir de forma mais efetiva para proteger os animais, especialmente aqueles que estão em situação de maus-tratos, como por exemplo:

Adote um animal de estimação.

Não compre produtos de empresas que testam em animais.

Denuncie maus-tratos.

Contribua com organizações de proteção animal.

Divulgue informações sobre a proteção animal.

Katia Velo – Outro fator relevante é a cultura de alguns festejos como vaquejadas, rodeios, animais em circos, entre outros. E, embora alega-se tratar de algo cultural, devemos ressaltar que isto não pode ser usado como desculpa para maltratar os animais. Como poderia ser feito um trabalho de conscientização para erradicar, ou ao menos, minimizar este tipo de “celebrações”?

Delegado Matheus Laiola – Para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de tratar os animais com respeito e dignidade, é preciso utilizar uma abordagem multidimensional, que envolva diferentes estratégias. As escolas podem desempenhar um papel fundamental no ensino de valores éticos e respeito aos animais. As crianças devem ser ensinadas sobre a importância da proteção animal desde cedo. Campanhas de conscientização de organizações não-governamentais, grupos de defesa animal e instituições governamentais podem realizar campanhas de conscientização sobre os direitos dos animais e como devemos tratá-los com dignidade e respeito. A fiscalização de autoridades competentes deve punir aqueles que cometem crimes contra animais.

É importante que as pessoas tenham acesso a outras formas de entretenimento e cultura que não envolvam a exploração e maus-tratos de animais. As pessoas também precisam de exemplos positivos para seguir, portanto, é importante destacar e valorizar aqueles que tratam os animais com respeito e cuidado, seja através da mídia ou de premiações.

Katia Velo – Quando se fala de proteção animal, logo se pensa em pets como cães, gatos, coelhos, etc., mas a causa animal é muito mais ampla como, por exemplo, a proibição de testes em animais pela indústria como também o cuidado, manejo, transporte de animais para abate. Como é realizada a fiscalização?

Delegado Matheus Laiola – A fiscalização da proteção animal pode variar de acordo com a legislação local. No entanto, em geral, há órgãos governamentais responsáveis pela fiscalização e aplicação das leis de proteção animal.

No caso da proibição de testes em animais pela indústria, por exemplo, a fiscalização pode ser realizada por órgãos de vigilância sanitária ou meio ambiente, que têm a atribuição de verificar se as empresas estão cumprindo as leis e regulamentações relacionadas à proteção animal.

No que diz respeito ao cuidado, manejo e transporte de animais para abate, a fiscalização pode ser realizada por órgãos estaduais de defesa agropecuária.

Katia Velo – Como incentivar as pessoas a consumirem produtos de empresas Cruelty Free (livre de crueldade)?

Delegado Matheus Laiola – Para incentivar as pessoas a consumirem produtos de empresas cruelty-free, acredito principalmente na educação. É importante conscientizar as pessoas sobre a importância de escolher produtos cruelty-free e o impacto positivo que isso tem na vida dos animais e do meio ambiente. As empresas cruelty-free devem ser transparentes sobre suas práticas e mostrar que seus produtos são de alta qualidade e tão eficazes quanto aqueles que são testados em animais. É importante que as empresas cruelty-free se comuniquem com seus consumidores e potenciais clientes, explicando suas práticas e fornecendo informações claras e precisas sobre seus produtos. Essas empresas cruelty-free podem estabelecer parcerias com organizações de defesa dos animais e outras empresas que compartilham seus valores, o que pode ajudar a aumentar sua visibilidade e conscientização. A certificações de organizações que validam seus produtos como cruelty-free, pode aumentar a confiança dos consumidores.

Katia Velo – De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem aproximadamente 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos abandonados e há ainda outros. A Holanda fez um grande investimento com o programa CNVR sigla em inglês que traduzindo seria: coletar, castrar, vacinar e devolver para adoção (adotar e não comprar). Parece até muito simples (mas obviamente não é). Quais são as principais dificuldades para implantar estas ações em escala nacional no Brasil?

Delegado Matheus Laiola – Implantar um programa de coleta, castração, vacinação e adoção em escala nacional no Brasil pode ser um desafio por diversas razões. Falta de recursos financeiros seria um deles. Infraestrutura inadequada, como clínicas veterinárias e abrigos para animais para implementação de programas também.

A falta de conscientização da população, pois muitas pessoas ainda têm o hábito de abandonar animais nas ruas, é uma das principais causas do grande número de animais abandonados no país. O esforço conjunto do governo, organizações da sociedade civil e da população em geral para tornar isso uma realidade.

Katia Velo – Agora um assunto delicado e difícil, a zoofilia, como no caso de MC Pipokinha. Infelizmente é algo comum? Quais danos os animais podem sofrer com esta prática?

Delegado Matheus Laiola – Dor física: O ato em si pode causar dor física nos animais, especialmente se eles forem forçados a se submeter a práticas sexuais que não são naturais para sua espécie.

Lesões corporais: A zoofilia pode causar lesões corporais nos animais, incluindo lacerações, hematomas e outros ferimentos.

Doenças: A prática da zoofilia pode levar a infecções e doenças, tanto para os animais como para as pessoas envolvidas.

Trauma psicológico: Os animais que são vítimas de zoofilia podem sofrer de trauma psicológico. Eles podem desenvolver medo, ansiedade e outros problemas emocionais.

Morte: Em casos extremos, a zoofilia pode levar à morte dos animais

Katia Velo – Há incontáveis casos de maus tratos, descuido, zoofilia, entre outros, mas também há casos de muito amor com os animais. Conte-nos os mais marcantes da sua trajetória.

Delegado Matheus Laiola – Sem dúvida a rinha mais famosa que a DPMA do Paraná investigou, que foi a rinha de Mairiporã, interior de São Paulo, pelo tamanho e pelo grande número de envolvidos. Mas a delegacia já desmantelou várias rinhas de galo pela região metropolitana de Curitiba.

Em compensação, essas histórias, mostram o amor e a dedicação que muitas pessoas têm pelos animais e o quanto eles são capazes de fazer para ajudá-los a viver uma vida feliz e saudável. Conheci muitos protetores da causa animal que dão a vida por eles.

Katia Velo – Para finalizar, deixe um recado para os leitores da Coluna KV e apaixonados por animais.

Delegado Matheus Laiola –Ninguém é obrigado a gostar e animais, mas tem obrigação de respeitá-los.

Equipe que trabalha com o delegado Matheus Laiola. Divulgação

3 Comments on ENTREVISTA EXCLUSIVA PARA A COLUNA KV COM O DELEGADO MATHEUS LAIOLA – CONHECIDO COMO DELEGADO DOS ANIMAIS

  1. Paulo R Castellano // 14 de março de 2023 em 21:00 //

    Parabéns pela matéria e também por toda informação e das ações voltadas ao respeito por estes amados seres. Considero eles, como membros de nossa família e a conscientização e ações voltadas a divulgar a necessidade de respeito e cuidados destes amáveis amiguinhos, deve ser iniciado em escolas e com isto, criar junto as crianças a necessidade de amor e respeito aos nossos companheiros caninos, felinos entre outros seres do reino animal. Parabéns querida amiga Katia Velo e ao entrevistado

  2. Priscila Velo Gallo // 16 de março de 2023 em 8:03 //

    Parabéns pela matéria!! Informações cada vez mais importantes na conscientização das pessoas sobre o respeito aos animais.

  3. Parabéns Katia, pela excelente entrevista. E também ao entrevista pelo seu empenho em defesa dos animais. Com certeza uma referência neste segmento. Daí o aplauso pela divulgação como muito bem fez a querida amiga Katia Velo

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*